Consulta ao registro do produto ajuda a identificar irregularidades; nomes comerciais e números no rótulo não bastam para comprovar a autorização.
Antes de fazer uma progressiva, a consumidora pode conferir se o produto utilizado pelo salão está registrado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A exigência vale para todos os alisantes capilares, inclusive os importados.
Um detalhe merece atenção: ter um número de processo no rótulo não significa, por si só, que o cosmético esteja autorizado para alisar. Segundo a agência, produtos apenas notificados, sem o registro exigido para essa finalidade, estão irregulares. www.gov.br
Como consultar o produto
A verificação pode ser feita na consulta oficial de cosméticos registrados da Anvisa. Para facilitar a busca, peça ao profissional a embalagem original e identifique o nome do produto, a empresa responsável e o número do processo.
Esse número começa com “25351”. A pesquisa também pode utilizar o nome ou o CNPJ da empresa. Confira se as informações encontradas correspondem ao produto apresentado pelo salão. www.gov.br
Nome do procedimento não comprova regularidade
Expressões como “escova inteligente”, “progressiva”, “botox capilar” e “escova de chocolate” identificam procedimentos ou propostas comerciais. A Anvisa registra os produtos utilizados, e não esses métodos.
Por isso, a checagem deve considerar o cosmético que será aplicado. Os salões também precisam de licenciamento da vigilância sanitária local e devem verificar a regularidade dos produtos. www.gov.br
Cuidados começam antes da aplicação
A agência recomenda seguir as instruções do fabricante e realizar o teste de mecha. O alisante não deve ser aplicado quando o couro cabeludo estiver irritado ou lesionado, nem quando houver histórico de reação alérgica ao produto.
O uso inadequado pode provocar quebra dos fios, queimaduras, irritação nos olhos e problemas respiratórios. Formol e glutaraldeído não são permitidos como ativos alisantes. www.gov.br
Reações precisam ser comunicadas
Em caso de reação inesperada, a orientação da Anvisa é procurar assistência médica e, assim que possível, notificar a ocorrência à agência. Guardar a embalagem ou registrar os dados do produto ajuda a identificar o cosmético envolvido. www.gov.br
Fontes: Anvisa — Produtos alisantes e ondulantes para cabelo e Orientações sobre alisantes.
Conteúdo adaptado e reescrito editorialmente pelo Clinia Mulher.
