Carretas do SUS já realizaram mais de 1 milhão de procedimentos; veja como funciona o atendimento para mulheres

 

 

Afogados da Ingazeira recebe carreta de saúde da mulher com exames e atendimentos especializados - Folha PE

 

 

Unidades móveis ampliam acesso a mamografias, ultrassonografias, biópsias e consultas especializadas em diferentes regiões do Brasil

Mulheres que aguardam exames e consultas especializadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) passaram a contar com uma alternativa de atendimento por meio das carretas de saúde do programa Agora Tem Especialistas.

Segundo o Ministério da Saúde, as unidades móveis já ultrapassaram a marca de 1 milhão de procedimentos realizados em todo o país. Atualmente, são 120 carretas em funcionamento, sendo 63 dedicadas à saúde da mulher.

A estratégia busca ampliar o acesso a consultas, exames e procedimentos especializados, principalmente em locais que apresentam maior demanda ou filas de espera.

O que as carretas de saúde da mulher oferecem?

As unidades voltadas à saúde feminina oferecem diferentes serviços, de acordo com a estrutura disponível em cada local.

Entre os procedimentos estão:

  • mamografias;
  • ultrassonografias;
  • ultrassonografias pélvicas;
  • ultrassonografias transvaginais;
  • biópsias;
  • consultas com especialistas;
  • exames para investigação de alterações nas mamas;
  • exames relacionados à investigação de alterações ginecológicas.

Em algumas unidades, a equipe também realiza a avaliação dos resultados e orienta a paciente sobre as próximas etapas do atendimento.

O atendimento é gratuito?

Sim.

Os serviços são destinados a pacientes do SUS e não têm custo para a usuária.

No entanto, isso não significa que a mulher possa simplesmente chegar à carreta e solicitar qualquer exame.

O atendimento é organizado pela rede pública de saúde, e as pacientes são encaminhadas e agendadas conforme a necessidade e a disponibilidade dos serviços.

Quais mulheres podem ser atendidas?

A oferta depende da programação de cada município e região.

As unidades móveis podem ser deslocadas para localidades que apresentam maior demanda por consultas e exames especializados.

Por isso, a mulher que utiliza o SUS deve procurar a unidade básica de saúde (UBS) ou o serviço de saúde responsável pelo seu acompanhamento para verificar a disponibilidade e a necessidade de encaminhamento.

A carreta substitui a unidade de saúde?

Não.

As unidades móveis funcionam como uma estratégia complementar à rede pública.

A atenção básica continua sendo uma das principais portas de entrada do SUS.

É na rede de saúde que a paciente pode receber avaliação inicial, acompanhamento e encaminhamento para exames ou especialistas quando necessário.

A carreta entra como uma estrutura adicional para ampliar a capacidade de atendimento especializado.

Por que as unidades são importantes para a saúde da mulher?

Algumas doenças apresentam maiores possibilidades de tratamento quando são identificadas precocemente.

É o caso, por exemplo, de alterações que podem indicar câncer de mama ou câncer do colo do útero.

Por isso, ampliar o acesso a exames diagnósticos pode ajudar a reduzir o tempo de espera de mulheres que precisam investigar sintomas ou alterações identificadas durante o acompanhamento médico.

O Ministério da Saúde informa que as unidades de saúde da mulher realizam procedimentos direcionados justamente à investigação e ao diagnóstico precoce dessas doenças.

Mamografia: quando ela pode ser indicada?

A mamografia é um dos principais exames utilizados na investigação e no rastreamento do câncer de mama.

A necessidade e a periodicidade do exame dependem da idade, histórico familiar, fatores de risco, sintomas e das recomendações adotadas para cada grupo.

Por isso, a mulher não deve interpretar a existência das carretas como indicação para fazer mamografia sem avaliação ou fora dos critérios estabelecidos pela rede de saúde.

E a ultrassonografia?

A ultrassonografia pode ser utilizada para investigar diferentes alterações ginecológicas e mamárias.

Entre os serviços oferecidos pelas carretas estão ultrassonografias pélvicas e transvaginais, dependendo da unidade e da programação local.

O exame pode ser solicitado pelo profissional de saúde quando existe indicação clínica.

O que acontece depois do exame?

Essa é uma parte importante do atendimento.

O objetivo não é apenas realizar exames, mas garantir que a paciente tenha continuidade no cuidado.

Em algumas unidades, profissionais especializados analisam os resultados e orientam os próximos passos.

Quando é identificada uma alteração que necessita de investigação ou tratamento, a paciente pode ser direcionada para outras etapas da rede de saúde.

Onde as carretas estão funcionando?

As unidades são distribuídas de acordo com as necessidades identificadas pelo programa.

Em setembro, por exemplo, o Ministério da Saúde informou a atuação de carretas de saúde da mulher em municípios como Batatais, Andradina e Guaratinguetá, em São Paulo, além de outras localidades brasileiras.

A localização das unidades pode mudar conforme o planejamento da estratégia.

Por isso, quem utiliza o SUS deve buscar informações atualizadas na Secretaria Municipal de Saúde ou na unidade onde realiza seu acompanhamento.

Como a mulher pode descobrir se há atendimento na sua cidade?

O caminho mais seguro é procurar:

1. Unidade Básica de Saúde (UBS)
Informe que precisa de consulta ou exame e pergunte sobre o fluxo de encaminhamento.

2. Secretaria Municipal de Saúde
O município pode informar se existe unidade móvel programada para atender a região.

3. Serviço onde a paciente já realiza acompanhamento
Caso exista uma solicitação médica ou encaminhamento, a própria rede pode orientar sobre o agendamento.

Mais de 1 milhão de procedimentos

O Ministério da Saúde informou que as 120 unidades móveis em funcionamento já atenderam aproximadamente 393,7 mil pessoas em 4.290 municípios, totalizando mais de 1 milhão de procedimentos.

A estrutura inclui:

63 carretas de saúde da mulher

42 carretas de exames de imagem

15 carretas de oftalmologia

O governo também informou que pretende chegar a 150 unidades até o final de 2026.

Saúde da mulher precisa de acompanhamento contínuo

Mesmo com a ampliação dos atendimentos especializados, a prevenção não deve depender exclusivamente de campanhas ou unidades móveis.

Consultas periódicas, vacinação, acompanhamento ginecológico, atenção aos sinais do corpo e realização dos exames indicados para cada fase da vida continuam fazendo parte dos cuidados de saúde.

A mulher que percebe uma alteração ou possui uma solicitação médica não deve esperar uma carreta chegar à sua cidade para procurar atendimento.

O primeiro passo continua sendo procurar a rede de saúde.

Fonte principal: Ministério da Saúde — Programa Agora Tem Especialistas.

Nota editorial do Clinia Mulher: conteúdo produzido e reescrito editorialmente pelo Clinia Mulher, com base em informações oficiais do Ministério da Saúde. A disponibilidade dos serviços pode variar conforme município, programação e encaminhamento da rede pública.