Família e escola se unem para fortalecer a alfabetização das crianças em Teixeira de Freitas

Oficina realizada na Escola Municipal Irmã Dulce mostrou como atividades simples em família podem contribuir para aproximar as crianças da leitura e da escrita
Aprender a ler e escrever começa muito antes de uma criança dominar todas as letras. Histórias contadas em casa, brincadeiras com palavras, identificação do próprio nome e pequenas atividades do cotidiano também podem fazer parte desse processo.
Em Teixeira de Freitas, uma iniciativa realizada na Escola Municipal Irmã Dulce aproximou famílias e estudantes em uma manhã dedicada à alfabetização e ao letramento. A Oficina Família Alfabetizada, realizada em 15 de setembro, integrou as ações do Programa Escola e Comunidade (Proec), do Ministério da Educação.
Durante a atividade, famílias e crianças participaram de jogos, brincadeiras pedagógicas e propostas envolvendo leitura e escrita. A ideia foi criar um espaço para que os responsáveis acompanhassem mais de perto o processo de aprendizagem dos estudantes.
Alfabetização vai além de aprender as letras
Alfabetizar não significa apenas memorizar o alfabeto ou copiar palavras. A criança também precisa compreender a relação entre os sons da fala e a escrita e perceber como a leitura e a escrita fazem parte da vida cotidiana.
Reconhecer o próprio nome, identificar uma palavra conhecida, acompanhar uma história, escrever um bilhete ou tentar registrar o nome de uma brincadeira são exemplos de situações que ajudam a criança a construir conhecimentos sobre a escrita.
É nesse ponto que alfabetização e letramento se encontram: além de aprender como a escrita funciona, a criança começa a entender para que ela serve.
A participação da família faz diferença
A escola possui um papel fundamental na alfabetização, mas o contato da criança com a leitura e a escrita não precisa ficar restrito à sala de aula.
Em casa, pequenas atitudes podem estimular esse desenvolvimento:
- ler histórias juntos;
- conversar sobre os personagens e acontecimentos de um livro;
- incentivar a criança a identificar letras do próprio nome;
- brincar com rimas e palavras;
- permitir que a criança acompanhe listas e bilhetes;
- incentivar desenhos e tentativas de escrita;
- visitar bibliotecas e espaços de leitura;
- valorizar o esforço da criança durante o aprendizado.
O mais importante é transformar essas experiências em momentos naturais e prazerosos, sem transformar cada atividade em uma cobrança.
Escola e família: uma parceria que continua fora da sala de aula
A oficina realizada na Escola Municipal Irmã Dulce reforça justamente essa aproximação.
Quando família e escola compartilham experiências e acompanham o desenvolvimento da criança, o processo de aprendizagem pode se tornar mais contínuo e significativo.
A iniciativa também mostra que participar da vida escolar não significa apenas comparecer às reuniões ou acompanhar as notas. Estar presente pode significar conversar sobre o que a criança aprendeu, ler com ela, ouvir suas histórias e demonstrar interesse pelas descobertas feitas durante o dia.
Alfabetizar também é criar oportunidades
A criança aprende quando encontra oportunidades para experimentar, perguntar, brincar, ouvir, falar, ler e escrever.
Por isso, a participação da família pode transformar situações simples do cotidiano em momentos de aprendizagem.
Mais do que ensinar uma palavra nova, ler uma história juntos ou ajudar a criança a escrever o próprio nome pode transmitir uma mensagem importante: aprender é algo que merece atenção, incentivo e carinho.
Fonte: Prefeitura Municipal de Teixeira de Freitas. Conteúdo adaptado e reescrito editorialmente pela CLINIA MULHER.
