Menopausa ganha atenção internacional e amplia debate sobre cuidado das mulheres

 

 

7 Pilares de Elegância para Mulheres 35 a 60 Anos

 

Brasil apresentou na ONU iniciativas do SUS para integrar o cuidado à menopausa à Atenção Primária e ampliar informação, acolhimento e acompanhamento das mulheres.

A menopausa, uma fase natural da vida feminina, ganhou espaço em um importante debate internacional sobre saúde.

Em setembro, o Ministério da Saúde apresentou, em Nova York, durante eventos relacionados à 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), experiências do Sistema Único de Saúde (SUS) voltadas à integração do cuidado à menopausa na Atenção Primária à Saúde.

A apresentação ocorreu em 23 de setembro e foi divulgada pelo Ministério da Saúde no dia seguinte.

A proposta brasileira é fortalecer o atendimento às mulheres durante a transição menopausal, a menopausa e o período pós-menopausa, aproximando esse cuidado da porta de entrada do SUS.

Menopausa não deve ser tratada como doença

Um dos pontos destacados pelo Ministério da Saúde é justamente a necessidade de compreender a menopausa como uma fase fisiológica da vida, sem transformar automaticamente esse processo em doença.

Ao mesmo tempo, isso não significa ignorar os sintomas ou as necessidades de saúde que podem surgir durante essa fase.

Cada mulher pode vivenciar a menopausa de uma maneira diferente.

Algumas apresentam poucos sintomas, enquanto outras podem enfrentar alterações que interferem no sono, no humor, na sexualidade, na disposição e na qualidade de vida.

Por isso, o cuidado precisa ser individualizado.

O papel da Atenção Primária

A Atenção Primária à Saúde, formada principalmente pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS), é considerada uma das principais portas de entrada do SUS.

A proposta apresentada pelo Ministério da Saúde é que esse serviço possa acompanhar as mulheres de maneira contínua.

Isso significa que a mulher não precisa procurar atendimento somente quando surgir um problema.

A equipe de saúde pode atuar na promoção da saúde, prevenção, identificação de necessidades, acompanhamento clínico e encaminhamento para outros serviços quando necessário.

O que muda para a mulher?

A discussão apresentada pelo Brasil na ONU reforça uma ideia importante: a mulher não deve ser deixada sozinha para lidar com as mudanças dessa fase.

O acompanhamento pode envolver diferentes aspectos da saúde.

Entre eles estão:

  • alimentação e hábitos de vida;
  • atividade física;
  • qualidade do sono;
  • saúde mental;
  • saúde sexual;
  • prevenção de doenças;
  • avaliação de sintomas;
  • acompanhamento de doenças crônicas;
  • orientação sobre tratamentos quando houver indicação.

A necessidade de cada mulher deve ser avaliada individualmente.

Nem toda mulher precisa do mesmo tratamento

Um dos pontos importantes quando falamos de menopausa é evitar a ideia de que existe uma única solução para todas.

A experiência pode variar bastante.

Enquanto algumas mulheres conseguem passar pela transição menopausal sem grandes dificuldades, outras podem apresentar sintomas que precisam de avaliação e tratamento.

Por isso, a escolha de qualquer tratamento deve considerar histórico de saúde, sintomas, idade, fatores de risco e características individuais.

A orientação profissional é fundamental.

Brasil já possui orientações específicas para o cuidado

A discussão internacional ocorre depois de o próprio Ministério da Saúde avançar na organização do cuidado à menopausa no SUS.

Em 2026, a pasta publicou uma Nota Técnica Conjunta para orientar gestores e profissionais de saúde sobre o cuidado integral às pessoas durante a transição para a menopausa, menopausa e pós-menopausa na Atenção Primária.

O Ministério também disponibilizou um Manual de Atenção às Mulheres na Transição Menopausal e Menopausa, publicado em 2026.

Essas iniciativas mostram que o tema está sendo incorporado de maneira mais estruturada às políticas de saúde.

Por que falar sobre menopausa é tão importante?

A menopausa ainda é cercada por dúvidas e, muitas vezes, pelo silêncio.

Durante décadas, muitas mulheres simplesmente aceitaram sintomas desconfortáveis como algo que deveria ser suportado sem orientação.

Hoje, a discussão é diferente.

A mulher pode buscar informação, conversar com profissionais de saúde e entender quais cuidados fazem sentido para sua realidade.

Isso não significa transformar a menopausa em uma doença.

Significa reconhecer que essa fase também merece cuidado.

Sintomas podem variar bastante

Durante a transição menopausal, algumas mulheres podem apresentar sintomas como:

  • ondas de calor;
  • alterações no sono;
  • mudanças de humor;
  • secura vaginal;
  • alterações na libido;
  • irregularidade menstrual;
  • cansaço;
  • dificuldade de concentração;
  • alterações na composição corporal.

A intensidade e a combinação dos sintomas variam entre as mulheres.

Por isso, não é recomendado iniciar medicamentos, hormônios ou suplementos por conta própria.

E a reposição hormonal?

A terapia hormonal pode ser indicada para algumas mulheres, mas não é uma recomendação universal.

A decisão deve ser individualizada e feita em conjunto com um profissional de saúde, considerando benefícios, riscos, sintomas e histórico clínico.

Também é importante não confundir produtos vendidos na internet como “hormônios naturais” ou “tratamentos milagrosos” com terapias reconhecidas e acompanhadas por profissionais.

Menopausa também é uma questão de qualidade de vida

A discussão apresentada pelo Brasil na ONU amplia o olhar sobre a menopausa.

Não se trata apenas de controlar ondas de calor ou alterações menstruais.

A proposta envolve olhar para a mulher de forma integral.

Isso inclui saúde física, emocional, sexual e social.

O próprio Ministério da Saúde destaca a importância de considerar diferentes realidades e necessidades das mulheres durante essa fase.

Quando procurar ajuda?

A mulher deve procurar atendimento quando os sintomas estiverem incomodando, interferindo na rotina ou gerando dúvidas.

Também é importante manter consultas e exames preventivos indicados para sua faixa etária e histórico de saúde.

A menopausa não significa o fim do acompanhamento ginecológico.

Pelo contrário: essa fase pode ser uma oportunidade para revisar cuidados preventivos e conversar sobre a saúde de maneira mais ampla.

A informação pode mudar a experiência da menopausa

Quanto mais informação de qualidade estiver disponível, menor tende a ser o espaço para mitos, promessas milagrosas e tratamentos sem orientação.

A apresentação do Brasil na ONU representa também um reconhecimento de que o cuidado com a menopausa precisa fazer parte da agenda de saúde das mulheres.

E essa conversa não precisa acontecer somente em consultórios.

Ela também precisa estar presente nas famílias, nos espaços de trabalho, nos meios de comunicação e na sociedade.

 

Fonte principal: Ministério da Saúde — “Ministério da Saúde leva à ONU experiências do SUS sobre menopausa e doenças raras”, publicada em 24/09/2026.

 

Texto editorial: Conteúdo produzido e reescrito pelo Clinia Mulher, com base nas informações das fontes citadas, com adaptação de linguagem e organização editorial própria. 