Encontro nesta sexta-feira (9) aborda a implementação do exame; mulheres devem consultar a unidade de saúde sobre a oferta e a rotina de acompanhamento.

A implementação do teste de DNA-HPV no SUS será discutida nesta sexta-feira, 9 de outubro, durante a segunda etapa da VII Jornada da Área de Atenção Clínico-Cirúrgica à Mulher do IFF/Fiocruz. Com transmissão on-line, o encontro reúne profissionais para discutir experiências e desafios da mudança no rastreamento do câncer do colo do útero.
A programação começa às 13h30 e inclui experiências do Pará, Amazonas e Piauí, além da apresentação de um projeto sobre estratégias de rastreamento e avaliação de risco. A primeira etapa ocorreu em 2 de outubro.
O que muda com o teste de DNA-HPV
O exame molecular identifica a presença de tipos de HPV associados ao desenvolvimento do câncer do colo do útero. Nas diretrizes brasileiras aprovadas em 2025, ele passou a ser o método principal de rastreamento, com maior sensibilidade para identificar mulheres com risco de lesões precursoras do que a citologia convencional.
O Papanicolau, por sua vez, avalia alterações nas células coletadas do colo do útero. Segundo o INCA, continua sendo um método seguro e eficaz nos locais que ainda não oferecem o teste molecular. A orientação, portanto, é manter o acompanhamento durante a transição entre os métodos.
Quem deve fazer e quando repetir
O público-alvo do rastreamento inclui mulheres e outras pessoas com colo do útero, entre 25 e 64 anos, que já tiveram atividade sexual. Pessoas com HIV ou outras condições de imunossupressão precisam de orientação específica, pois seguem recomendações diferenciadas.
Na rotina de risco padrão, um resultado negativo no teste de DNA-HPV permite intervalo de cinco anos até a próxima rodada de rastreamento. Esse prazo se refere ao exame preventivo em pessoas sem sintomas; não significa ficar cinco anos sem assistência à saúde ou adiar a avaliação de uma queixa.
Resultado positivo não é diagnóstico de câncer
A detecção de HPV oncogênico exige acompanhamento, mas não confirma, por si só, a existência de um tumor. As diretrizes preveem diferentes condutas conforme o tipo viral e os resultados da avaliação complementar.
Entre as possibilidades estão exames adicionais, como a colposcopia, e a repetição do teste em prazo definido pela equipe. Por isso, receber o resultado e compreender o próximo passo são partes essenciais do cuidado.
Como consultar a oferta em Teixeira de Freitas
A implantação do teste na rede pública foi planejada de forma progressiva. O processo envolve a organização dos serviços, dos laboratórios e dos encaminhamentos necessários após resultados alterados.
Para saber qual exame está disponível e como agendar, a orientação é procurar a Unidade Básica de Saúde de referência. A existência de uma diretriz nacional não confirma, isoladamente, a oferta do teste em cada unidade. Não foi localizada, nas fontes consultadas para esta matéria, confirmação específica sobre a disponibilidade em Teixeira de Freitas.
Serviço
A jornada do IFF/Fiocruz terá transmissão pelo canal do Portal de Boas Práticas no YouTube, em 9 de outubro, a partir das 13h30. A programação é voltada principalmente a profissionais de saúde.
Acompanhe o @cliniamulher para mais informações sobre saúde e cuidado.
Fontes: IFF/Fiocruz, Instituto Nacional de Câncer e Ministério da Saúde. Conteúdo adaptado e reescrito editorialmente pelo Clinia Mulher.
