Você se sente saudável? O que a sua rotina pode estar dizendo sobre sua saúde

 

Pesquisa nacional revela um paradoxo: muitos brasileiros avaliam a própria saúde como boa, enquanto fatores como sedentarismo e excesso de peso continuam presentes no cotidiano.

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Sentir-se bem não significa necessariamente que todos os cuidados com a saúde estejam em dia. Uma pesquisa nacional divulgada em setembro de 2026 chamou atenção justamente para essa diferença entre a percepção de saúde e os hábitos de vida.

O levantamento, realizado pelo A.C.Camargo Cancer Center em parceria com a Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados, ouviu 2.015 pessoas com 16 anos ou mais nas 27 unidades da Federação. Entre os entrevistados, 59% disseram considerar a própria saúde ótima ou boa. Ao mesmo tempo, 63% estavam acima do peso e 42% relataram não praticar atividade física.

Os números mostram que cuidar da saúde vai além de não sentir dor ou não ter um diagnóstico.

Sentir-se bem é suficiente?

Nem sempre.

Algumas alterações no organismo podem permanecer silenciosas durante bastante tempo. Excesso de peso, pressão arterial elevada, alterações da glicemia e do colesterol, por exemplo, podem não provocar sintomas evidentes no início.

Por isso, a sensação de disposição no dia a dia é importante, mas não substitui os cuidados preventivos.

A pesquisa também chama atenção para outro comportamento: entre os participantes que disseram consumir bebidas alcoólicas com maior frequência, uma parcela expressiva avaliava a própria saúde como boa ou ótima. O levantamento relaciona essa percepção ao risco de a pessoa confundir a sensação momentânea de bem-estar com uma condição de saúde efetivamente acompanhada.

O bem-estar começa nos hábitos

Não é preciso transformar a vida inteira de uma hora para outra.

Pequenas mudanças consistentes podem ajudar a construir uma rotina mais saudável:

 Movimento: incluir caminhadas, exercícios ou outras atividades físicas compatíveis com sua condição e orientação profissional.

 Alimentação: aumentar a presença de alimentos in natura ou minimamente processados e reduzir o excesso de ultraprocessados.

 Sono: criar uma rotina que favoreça noites de descanso adequadas.

 Prevenção: manter consultas e exames indicados para sua idade, histórico familiar e fatores de risco.

 Saúde emocional: reconhecer períodos de estresse, sobrecarga e mudanças persistentes no humor e procurar ajuda quando necessário.

 Álcool: lembrar que sentir-se bem depois de beber não significa que o consumo seja isento de riscos.

E para as mulheres?

Ao longo da vida, as necessidades de saúde feminina mudam. A transição para a menopausa, por exemplo, pode ser acompanhada por mudanças no sono, composição corporal, metabolismo e saúde cardiovascular.

O próprio Ministério da Saúde atualizou, em 2026, o manual de atenção às mulheres na transição menopausal e menopausa, reforçando a importância de uma abordagem individualizada e da promoção da saúde nessa fase.

Por isso, especialmente depois dos 40 anos, olhar para a saúde de forma preventiva pode ser mais importante do que esperar o aparecimento de sintomas.

Um pequeno check-up da sua rotina

Antes de terminar o dia, vale fazer algumas perguntas:

  • Tenho me movimentado regularmente?
  • Tenho dormido bem?
  • Minha alimentação está equilibrada na maior parte da semana?
  • Estou fazendo meus acompanhamentos de saúde?
  • Tenho vivido constantemente cansada ou sobrecarregada?
  • Estou ignorando algum sintoma que vem se repetindo?
  • Quando foi minha última avaliação de saúde?

Não se trata de buscar uma rotina perfeita. O objetivo é perceber onde pequenas mudanças podem fazer diferença.

Cuidar da saúde não começa apenas quando aparece um problema. Começa também na forma como você olha para si mesma todos os dias.

Fonte

Dados da pesquisa A saúde do brasileiro, hábitos de vida e o uso de tecnologia em diagnósticos médicos, realizada pelo A.C.Camargo Cancer Center e Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados, divulgada pela Agência Brasil em setembro de 2026. Informações sobre a atenção à mulher na menopausa foram consultadas no Ministério da Saúde.

Texto adaptado e reescrito editorialmente pelo Clinia Mulher a partir das fontes identificadas acima.